quarta-feira, 13 de março de 2013

Semana 6 - Segunda-feira
 
Leitura bíblica:
Mt 5:14-16; 6:19-24; Jo 12:31; 14:30; Ef 2:2
Ler com oração:
Fazei tudo sem murmurações nem contendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo, preservando a palavra da vida (Fp 2:14-16a).
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Não abafar a luz com as necessidades do dia a dia
 
             Mateus 5:14-15 diz: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa”. Uma lâmpada acesa não deve estar debaixo do alqueire. No mundo antigo, o alqueire era um recipiente usado para medir cereais e representa as necessidades da vida no dia a dia e a preocupação com a subsistência. A luz que nós temos deve ser exibida para alumiar a todos, e não deve ser colocada debaixo do alqueire, isto é, não deve ser encoberta pelas preocupações com nosso sustento do dia a dia.
           Sempre incentivamos os irmãos a despender um tempo no CEAPE a fim de serem aperfeiçoados e se tornarem colportores. Damos graças ao Senhor porque, após esse aperfeiçoamento, alguns se consagram ao Senhor e são enviados para fazer Sua obra. É muito bom vermos irmãos se entregando completamente a Ele, dispostos a servi-Lo.
         Os demais irmãos que não conseguem dispor de todo o tempo para cooperar com o Senhor em Sua obra, muitas vezes se sentem acusados na consciência e limitados a servir apenas nas reuniões da igreja. Apesar de serem fiéis e participarem das reuniões, talvez se sintam excluídos quando se trata da propagação da obra do Senhor. Todos os que amam o Senhor de coração puro têm esse sentimento, porém o problema de alguns é que há um “alqueire” cobrindo sua luz. Que fazer?
       Graças ao Senhor, podemos ter comunhão com outros irmãos para que a chama de nosso espírito seja reavivada e consigamos reagir ao falar do Senhor, nos dispondo a cooperar com Ele na pregação do evangelho. Com um espírito fervoroso, fica mais fácil “queimar” a passividade e a acomodação naturais existentes em nossa vida da alma.
       Alguns, porém, acham que estão muito bem, dizendo: “Eu me reúno normalmente, oferto meu dízimo, e, quando a igreja precisa, faço uma oferta especial. Se há necessidades na obra, eu também oferto”. Isso é muito bom, mas não é suficiente. O Senhor quer avançar mais rápido, por isso precisamos dar um salto para fora dessa vala em que estamos.  Deus não está nada contente com a situação atual do mundo. Sabemos que os mais de duzentos países existentes na terra são governados pelo príncipe deste mundo, que é Satanás (Jo 12:31; 14:30; Ef 2:2). No mundo presente, não há paz; antes, há a instigação para os conflitos, provocando guerras que são travadas por motivos financeiros, raciais, culturais e religiosos.
         O Senhor conta conosco para mudar essa era. Por isso Ele está trabalhando em nós, que fomos regenerados pela vida divina. Seu desejo é que cresçamos em vida até atingir a maturidade a fim de trazer o Seu reino para a terra. Que a luz da vida que há em nós possa brilhar no meio dessa geração (Fp 2:15). Louvado seja o Senhor!
 
Ponto - chave: Não devemos deixar as preocupações com o sustento abafar o nosso brilho.
Pergunta: Como fica sua consciencia ao ver irmãos se consagrando totalmente ao Senhor?
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Semana 6 - Terça-feira
Leitura bíblica: 
Mt 16:12-19; Rm 16:5; 1 Co 16:19; Cl 4:15; Fm 2
Ler com oração:
Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra (Rm 7:6).
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A tradição nos impede de reagir ao falar do Senhor
 
           Quando invocamos o nome do Senhor, voltamos ao Espírito que está em nosso espírito. No espírito temos a vida de Deus, cuja expressão é o amor. Por isso, em nosso viver da igreja e serviço ao Senhor, tudo o que fazemos deve ser motivado pelo amor. O inimigo de Deus quer nos derrubar de todo jeito, pois o evangelho do reino é algo que Satanás odeia. Nós, porém, queremos seguir o mandamento do Senhor e ir em frente pregando o evangelho do reino em todo o mundo (Mt 24:14).
        Temos observado que alguns não conseguem ser despertados em seu espírito, pois estão apagados. Por que isso acontece? Por causa da tradição – gostam de ouvir mensagens nas conferências ou nas reuniões da igreja; gostam de ir ao templo, ao local de reuniões e permanecer ali. Pensam: “Puxa, que desfrute! que música! Para mim, é suficiente estar aqui”. O desfrute nas reuniões da igreja não pode nos acomodar a ponto de não sairmos para contatar pessoas e pregar o evangelho.
        Alguns filhos de Deus consideram que sua vida cristã está boa: “Eu estou bem na igreja; participo das reuniões com frequência e desfruto muito o Senhor e Sua Palavra”. Todavia há muito tempo que não exercem nenhuma função na igreja; ficam calados, sem qualquer participação, e não se envolvem com nenhum tipo de serviço. Por vezes, mesmo os irmãos que ministram a Palavra não praticam o que falam. Desse modo, a igreja cai na tradição.
       Certos irmãos e irmãs, quando veem os colportores e ceapistas envolvidos com a pregação do evangelho e o apascentamento dos recém-convertidos, talvez se justifiquem: “Não posso estar no campo e ser tão ativo como eles, mas também amo muito o Senhor. Ele conhece minha dificuldade: o meu trabalho toma todo o meu tempo”.
       Outros cristãos, ao ouvir uma mensagem, têm seu interior ardendo como fogo, mas não conseguem reagir. Que os impede? Estão atados pela tradição. Não é que o fogo neles não foi aceso. Eles até são iluminados pela palavra de Deus, o fogo de seu espírito é “abanado”, mas não conseguem praticar a palavra ouvida por causa da tradição. Assim, não têm forças para sair e pregar o evangelho do reino. Sua vida espiritual se limita a ouvir ou, quando muito, a falar belas mensagens nas reuniões da igreja.
       Hoje praticamente todas as igrejas se reúnem em templos ou locais de reunião específicos para esse fim. Isso se tornou um costume no meio dos filhos de Deus. No Novo Testamento, porém, vemos que, em suas cartas, Paulo saúda certos irmãos e a igreja que se reúne em suas casas (Rm 16:5; 1 Co 16:19; Cl 4:15; Fm 2). Isso mostra que a igreja pode se reunir também nas casas. Que o Senhor nos livre de estarmos presos às tradições e nos mantenha sempre em novidade de vida para viver a realidade da igreja!
  
Ponto - chave:  Libertados das tradições para servir em novidade de vida.
Pergunta: O que nos tem impedido de servir ao Senhor em novidade?
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Semana 6 - Quarta-feira
Leitura bíblica:
  2 Tm 3: 10; Fm 1
Ler com oração:
Aconteceu, depois disto, que andava Jesus de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus, e os doze iam com ele (Lc 8:1).
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Equipes coordenadas para pregar o evangelho do reino
 
          O Senhor quer libertar-nos de nossa tradição para pregarmos o evangelho do reino. Todos nós esperamos, até oramos e pedimos que o Senhor volte logo, mas parece que Ele está demorando, tardando a Sua vinda. Na verdade, Ele não tarda; antes, está esperando por nós, esperando que preguemos o evangelho do reino em toda a terra (Mt 24:14).
        A maioria das igrejas tradicionalmente tem a ceia do Senhor no domingo pela manhã. Mas às vezes podemos dedicar a parte da manhã para pregar o evangelho a fim de dar a muitos irmãos a oportunidade de sair e praticar a palavra que temos ouvido. Essas saídas também podem ocorrer aos sábados. O importante é que o evangelho do reino alcance todas as casas. Para isso, alguns coordenadores devem mapear a cidade, formar equipes e designar ruas ou quarteirões para cada equipe que se responsabilizará por aquela área. Para os lugares que nos forem designados, vamos bater às portas de casa em casa. Se a pessoa não está em casa, deixamos um folheto de evangelização. Tudo isso deve ser marcado no mapa, para falicitar o acompanhamento do avanço da obra do Senhor em cada região. À medida que algumas casas se abrirem ao evangelho, podemos realizar as reuniões da igreja nelas.
        Se ficarmos presos apenas à maneira tradicional de reunirmos nos locais de reunião, tendemos a envelhecer espiritualmente. Mas, ao promover a pregação do evangelho nos finais de semana, mais chances teremos de sair e praticar a palavra do Senhor. Não importa se somos idosos, jovens, irmãos, irmãs, todos podemos participar. Se cada igreja fizer isso, pregaremos o evangelho do reino mais rapidamente em toda terra habitada, indo de casa em casa, bairro por bairro, cidade por cidade. Graças ao Senhor!
       Todos nós também precisamos encontrar um bom companheiro espiritual para, juntos, em unanimidade, avançar. Quando estamos no espírito, servimos juntos e não temos dificuldade de nos coordenar uns com os outros. O Senhor falou para Pedro que, quando ele era mais moço, infantil, ia para onde queria (Jo 21:18). Mas, quando fosse maduro, seria conduzido aos lugares por outro, ou seja, ele precisaria encontrar um bom cooperador, um bom companheiro.
       Hoje na igreja e na obra de expansão do reino do Senhor também devemos fazer isso. Precisamos encontrar irmãos que cooperem conosco, para que, em coordenação, comunhão e submissão mútua, o Espírito Santo tenha como nos usar em Sua obra. Assim, Deus nos abençoa e Sua vontade pode ser feita entre nós.
  
Ponto - chave:  Coordenação e cooperação.
Pergunta: Você está bem coordenado e cooperado com sua equipe?
 
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Semana 6 - Quinta-feira
Leitura bíblica: 
 Jo 21:18-19; 1 Pe 5:1-3
 Ler com oração:
Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco obtiveram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas, no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor (2 Pe 1:1-2). 
 
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  O amadurecimento do apóstolo Pedro
 
       O Pedro que vemos nos evangelhos tinha uma vida da alma muito forte. Depois que o Senhor Jesus foi crucificado e ressuscitou, Seus discípulos acharam que Ele desaparecera pelo fato de não O verem mais. Pedro então falou: “Vou pescar. Disseram-lhe os outros: Também nós vamos contigo” (Jo 21:3).
       Eles deixaram a comissão que haviam recebido quando foram chamados pelo Senhor, e voltaram para a antiga profissão buscando garantir o sustento. Mesmo não tendo êxito na pescaria, o Senhor não os abandonou; antes, foi até eles. Depois de tê-los alimentado, aproveitou a ocasião para ensinar-lhes algumas lições, especialmente a Pedro, a quem perguntou três vezes se ele O amava, e o instruiu a pastorear e apascentar Seus cordeiros e ovelhas.
       Em seguida o Senhor lhe disse: “Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres” (v. 18). Em outras palavras, o Senhor estava dizendo que Pedro não se moveria como antigamente, quando vivia pela sua vida da alma e fazia o que bem queria. Agora ele teria de agir em comunhão e coordenação com outros. Além disso, quando o Senhor disse “mais moço”, não se referia à idade física, mas à sua vida espiritual, que ainda era muito infantil. A palavra do Senhor a Pedro no capítulo 21 de João indica que uma pessoa espiritualmente madura não faz nada sozinha, antes, procura sempre se coordenar com outros irmãos para o avanço da obra de Deus.
       Ao escrever suas epístolas, Pedro, já maduro, aborda o dispensar do Deus Triúno (1 Pe 1:2-3) e a questão de negar a vida da alma. Quando escreveu suas epístolas, ele era totalmente diferente do Pedro que encontramos nos evangelhos; não apenas porque já era idoso, mas porque crescera no Senhor. Isso indica que ele aproveitou as oportunidades que teve para negar a si mesmo, permitindo que a vida e a natureza divinas aumentassem nele. Todo resultado que Pedro colheu foi por causa do seu amadurecimento de vida.
       À medida que a vida divina cresce em nós, nossa vida natural é restringida. Enquanto somos infantis, nosso ser natural “se cinge e anda por onde quer”; mas, conforme a vida e a natureza divina crescem em nós, “outro” – o próprio Senhor em nós ou algum irmão – cinge-nos e nos leva aonde nosso ego naturalmente não quer.
 
Ponto - chave:  Ser cingido pelo Senhor  e guiado onde Ele quer.
Pergunta: Quanto da vida divina já cresceu em você?
 
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  Semana 6 - Sexta-feira
Leitura bíblica:
2 Tm 4:11; Fm 24
 Ler com oração:
Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente (2 Tm 2:24).
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Ser paciente com os jovens quando fracassam
 
       Em 1 Pedro 5:12-13, lemos: "Por meio de Silvano, que para vós outros é fiel irmão, como também o considero, vos escrevo resumidamente, exortando e testificando, de novo, que esta é a genuína graça de Deus; nela estai firmes. Aquela que se encontra em Babilônia, também eleita, vos saúda, como igualmente meu filho Marcos". Na parte final do ministério de Pedro, ele tinha esses dois irmãos que se coordenavam com ele. O primeiro era Silvano, que é Silas; o outro era Marcos.
Marcos, também chamado João Marcos, era primo de Barnabé e acompanhou Barnabé e Paulo na primeira viagem ministerial que empreenderam na pregação do evangelho. Em sua segunda viagem missionária, Paulo não quis levar Marcos consigo, pois este lhe causara problemas na primeira viagem: "Barnabé queria levar também a João, chamado Marcos. Mas Paulo não achava justo levarem aquele que se afastara desde a Panfília, não os acompanhando no trabalho. Houve entre eles tal desavença, que vieram a separar-se. Então, Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre. Mas Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu encomendado pelos irmãos à graça do Senhor" (At 15:37-39).
      Paulo recusou a companhia de Marcos naquele momento, mas, posteriormente, os dois voltaram a cooperar na obra, como lemos em Colossenses 4:10: "Saúda-vos Aristarco, prisioneiro comigo, e Marcos, primo de Barnabé (sobre quem recebestes instruções; se ele for ter convosco, acolhei-o)"; em 2 Timóteo 4:11: "Somente Lucas está comigo. Toma contigo Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério", e em Filemom 24: "Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus cooperadores". 
         Mais tarde, Marcos se juntou a Pedro. Com base nos relatos de Pedro, sobre as experiências que teve nos últimos três anos em companhia do Senhor Jesus, é que Marcos deve ter escrito seu evangelho. Nele descreveu os aspectos do ministério terreno de Jesus como um Servo, um Escravo incansável de Deus. Ele apresentou o viver humano do Senhor na terra, Suas obras, Seus milagres e as constantes curas e expulsão de demônios que realizou como Servo fiel de Deus. Nesse período, a vida de Pedro ainda não era tão crescida. Ao escrever suas epístolas, porém, vemos um Pedro mais experiente, um homem trabalhado por Deus, que soube não só acolher e aproveitar o talento do jovem Marcos como também apresentar o dispensar do Deus Triúno, a salvação completa de Deus, a importância do fogo que prova a nossa fé e as coisas que conduzem à vida e à piedade.
       Todos nós que cooperamos na obra do Senhor, precisamos aprender a lição de incentivar os jovens a funcionar no espírito. Se algum jovem vier a fracassar, devemos ser pacientes e dar-lhe mais uma chance, pois, quando amadurecerem, serão úteis ao Senhor.
  
Ponto - chave: Incentivar os jovens a funcionar.
Pergunta: Como Marcos se tornou útil para a obra do Senhor?
 
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Semana 6 – Sábado
Leitura bíblica:
At 15:40 -17:15
Ler com oração:
Percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia, defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu. [...] Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam (At 16:6-7, 25).
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Seguir a direção que o Espírito determina
  
       A segunda viagem de Paulo foi totalmente vitoriosa. Nessa viagem, ele teve um bom companheiro e cooperador: Silas. Os dois estavam no espírito e o Senhor os abençoou muito.
       Silas teve sua inclusão na obra após o incidente de Atos 15, quando Paulo, Barnabé e alguns irmãos de Antioquia foram a Jerusalém para resolver a questão dos judaizantes que haviam descido da Judeia ensinando que os cristãos gentios deviam circuncidar-se e guardar a lei de Moisés. Ali se reuniram os apóstolos e os presbíteros para examinar a questão e, uma vez resolvida, redigiram uma carta que foi enviada à igreja em Antioquia e às demais igrejas dos gentios por intermédio de Paulo e Barnabé com dois irmãos: Judas, chamado Barsabás, e Silas (v. 22). Estes dois, que eram irmãos notáveis em Jerusalém, não só leram a carta para a igreja em Antioquia como também consolaram os irmãos com muitos conselhos e os fortaleceram (vs. 31-32). Terminada a missão, eles deveriam voltar para
Jerusalém, mas Silas permaneceu em Antioquia.
       Escolhido por Paulo para seguir com ele em sua segunda viagem ministerial, Silas e os companheiros dele tiveram a experiência de andar no espírito e seguir a direção do Espírito. Eles percorreram a Frígia e a Galácia, estabeleceram presbíteros nas igrejas e fortaleceram a fé dos irmãos. Terminada a obra, tentaram ir para a Ásia, mas foram impedidos pelo Espírito Santo; tentaram ir para a Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu (At 16:5-7). Por fim, desceram a Trôade. Com isso vemos que a obra do Senhor não depende de preferências ou decisões pessoais, porém da direção do Espírito. Se o Espírito nos impede, digamos amém. Não nos justifiquemos nem murmuremos. Isso é andar no espírito.
        Em Trôade, à noite, sobreveio uma visão a Paulo, na qual um varão macedônio lhe rogava: “Passa à Macedônia e ajudanos” (v. 9). Graças ao Senhor, Paulo e Silas entenderam que era um chamamento do Espírito Santo. Apesar de ser uma região totalmente estranha para eles, obedeceram. Pegaram um navio e chegaram à Europa, em Filipos, principal cidade da Macedônia.
        No sábado, foram para junto de um rio, onde lhes pareceu haver um lugar de oração, e pregaram o evangelho às mulheres que lá estavam (v. 13). Uma delas era Lídia, que ouviu a Palavra, e o Senhor lhe abriu o coração. Ela foi batizada e insistiu que os irmãos fossem à sua casa (vs. 14-15). Por causa do evangelho, o comércio lucrativo ligado à idolatria foi prejudicado, e os homens que sofreram o dano fizeram com que Paulo e Silas fossem presos com as mãos e os pés atados ao tronco (vs. 16-24). Eles prenderam suas mãos e pés, mas não conseguiram deter o espírito deles! Assim, os dois apóstolos oraram e cantaram louvores a Deus, o que influenciou os presos que com eles estavam (v. 25).
        O Espírito Santo agiu por meio de um terremoto que abalou todos os alicerces da prisão. Abriram-se todas as portas e soltaram-se as cadeias dos presos (v. 26). Quando o carcereiro despertou e viu o que ocorrera, sacou da espada e ia se matar supondo que os presos haviam fugido, quando Paulo gritou-lhe que parasse, pois estavam todos ali. Ninguém havia fugido (vs. 27-28). O carcereiro viu tudo aquilo e, impelido pelo Espírito Santo, foi salvo, e também os convidou para uma reunião em sua casa (vs. 29-34). Essa era a igreja em Filipos, que começou não segundo a maneira tradicional a que estamos acostumados, reunindo-se num templo ou num local específico para reuniões, mas nas casas dos irmãos.
        Paulo e Silas seguiram viagem e, de Filipos, partiram para Tessalônica e Bereia, onde foram estabelecidas igrejas. Depois dirigiram-se para Atenas. A segunda viagem de Paulo foi muito vitoriosa, ele teve bons cooperadores na obra. Que também aprendamos a sempre seguir o Espírito e a cooperar e nos coordenar adequadamente com os irmãos na obra do Senhor!
 
Ponto - chave: Andar no Espírito e nos coordenar com os irmãos.
Pergunta: Como começou a igreja em Filipos e onde eles se reuniam?
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Semana 6 – Domingo
Leitura bíblica:
At 20:18-21; 26-28; 1 Tm 1:3-4, 18; 6:12; 2 Tm 4:6-8
Ler com oração:
Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra, para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor (Ef 3:14-17)
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O dispensar do Deus Triúno
 
      Na terceira viagem ministerial de Paulo, Silas não é mencionado. Paulo e seus companheiros visitaram várias cidades e em algumas delas despenderam muito tempo, como um ano e meio em Corinto (At 18:11) e três anos em Éfeso (20:31). No final dessa longa viagem, Paulo decidiu ir a Jerusalém levar uma oferta dos santos para suprir a fome que havia na Judeia. Chegando a Jerusalém, deu testemunho de tudo o que o Senhor fizera por meio de seu ministério, a propagação do evangelho entre os gentios (21:19).
       Ainda assim, depois de ouvir esse testemunho, Tiago e os demais disseram que em Jerusalém havia dezenas de milhares de pessoas que haviam crido no Senhor e também eram zelosas da lei, isto é, havia ali uma mistura do Novo com o Antigo Testamento (v. 20). Além disso, os irmãos de Jerusalém convenceram Paulo de que seria melhor ele praticar um voto do Antigo Testamento para que os irmãos de Jerusalém vissem que ele não era contrário à lei (vs. 21-25). Infelizmente, devido à afeição natural de Paulo em relação a seus compatriotas, ele concordou com os irmãos (v. 26).
       Se Paulo tivesse cumprido o voto, seria o fim de seu ministério e testemunho, pois ele tivera uma visão e já pregara e escrevera acerca da nova aliança, da dispensação do Novo Testamento. Seria como se ele abrisse mão da visão que o próprio Senhor lhe dera. A partir daquele momento a obra de edificação de Paulo foi interrompida. O Senhor, porém, não permitiu que ele fosse morto; antes, o preservou. Levantou-se um tumulto no templo, Paulo foi preso e, mais tarde, enviado para Cesareia, para ser julgado pelo governador romano. Nesse processo, ele apelou para César e, por isso, foi enviado a Roma, onde ficou em prisão domiciliar.
       Desse modo, segundo a soberania do Senhor, Paulo teve tempo e sossego para escrever epístolas importantes e completar seu ministério epistolar relatando a revelação espiritual que obtivera do Senhor. Ali foram escritas as cartas aos Efésios, Filipenses, Colossenses e a Filemom.
Após esse primeiro aprisionamento, Paulo pôde visitar as igrejas, e novamente foi a Éfeso. A epístola que ele havia escrito aos irmãos efésios era muito elevada, pois tratava da economia neotestamentária de Deus, do dispensar do Deus Triúno que produz a igreja, o Corpo de Cristo, pelo qual podemos servir na casa de Deus e ter um andar digno do chamamento de Deus. Que livro excelente!
       Ainda assim, isso não impediu que a degradação entrasse na igreja. Ao visitar Éfeso, ele notou que os irmãos ali não estavam praticando o que lhes escrevera, e que havia pessoas ensinando diferentemente da economia de Deus. Por isso, rogou a Timóteo que permanecesse naquele lugar para levar os irmãos ao Espírito, de modo que os efésios não tomassem o conteúdo de sua epístola apenas como doutrina (1 Tm 1:3-4).
       A igreja em Éfeso, porém, não recebeu a ajuda de Timóteo, e a degradação continuou. Paulo o encorajou a combater o bom combate da fé (1 Tm 1:18; 6:12), mas Timóteo não teve êxito, antes teve problemas de estômago (5:23), talvez por causa da pressão que sofria. Por fim, ele ficou desanimado e até seu espírito se apagou. Paulo, então, lhe escreveu uma segunda carta encorajando-o a reavivar seu dom, ou reacender a chama do Espírito que havia em seu interior (2 Tm 1:6-7).
       Ao escrever Segunda Timóteo, Paulo já estava em seu segundo aprisionamento e sabia que seria martirizado em breve, por isso escreveu: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda” (4:7-8). Ele completou a carreira por meio de seu ministério epistolar.
       Ao ver a vida e a obra dos primeiros apóstolos, vemos como o Deus Triúno trabalhou no viver e na pessoa deles de modo distinto, em situações distintas, porém fielmente. Por fim, eles atingiram a maturidade e foram úteis ao Senhor. Que Ele trabalhe em nós também para que O sirvamos adequadamente nesta era e sejamos galardoados em Sua volta!
 
 Ponto-chave: Combater o bom combate.
Pergunta: Por que nem o apóstolo Paulo nem Timóteo conseguiram ajudar os irmãos em Éfeso?
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sexta-feira, 8 de março de 2013

MENSAGEM 05

Semana 5 - Segunda-feira
  
Leitura bíblica: Mt 16:6-12; 1 Co 5:6b-8; Gl 5:9
Ler com oração:
Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado (2 Co 3:16). Que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele (Ef 1:17).
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A REGENERAÇÃO
  
              Com relação ao “nascer de novo”, que é o tema desta semana, devemos saber o que é, como e quando nascemos de novo, e onde estão os versículos relacionados a isso. Por meio de nossos pais físicos, recebemos a vida humana e, por meio do novo nascimento, somos gerados de Deus (Jo 1:12) e recebemos a vida divina - a vida eterna, incriada, indestrutível e ressurreta.
             A revelação desse assunto é progressiva no Novo Testamento. Quando estudamos as epístolas de Paulo, não vemos a questão do novo nascimento descrita de maneira tão direta, mas apenas afirmações de que ganhamos vida juntamente com Cristo (Ef 2:1, 5); de que Cristo é a nossa vida (Cl 3:4); e de que fomos salvos mediante o lavar regenerador do Espírito Santo (Tt 3:5).
            Ao falar sobre regeneração, ou novo nascimento, sempre nos reportamos aos capítulos 1 e 3 do Evangelho de João. Todavia foi o apóstolo Pedro quem apresentou a importância de sermos regenerados, e isso ele fez muito tempo antes de João escrever seu evangelho. Logo no início de sua primeira epístola, Pedro registra: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1 Pe 1:3). Além disso, ele mostra como nós ganhamos a nova vida: “Pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente” (v. 23). Graças ao Senhor, o que foi apresentado por Pedro deve ter sido a base para que o apóstolo João desenvolvesse esse assunto. Tendo essa base firme, João revelou que, ao crer no nome de Jesus, nascemos de Deus, ganhamos uma nova vida e nos tornamos Seus filhos (Jo 1:12-13). João também usou as palavras de Jesus para Nicodemos: “Importa-vos nascer de novo” (3:7).
             Isso nos mostra que a Bíblia sempre nos oferece novas revelações. Para obtê-las, não podemos ficar presos aos conceitos antigos que aprendemos; nossa mente precisa ser renovada (Rm 12:2). Por exemplo, para revelar quem Ele era e sobre Sua igreja, o Senhor Jesus foi para Cesareia de Filipe (Mt 16:13). Ele não pôde dar essa revelação aos discípulos em Jerusalém porque o ambiente ali estava contaminado com a religião judaica, assim como numa grande cidade há a poluição do ar. Todavia, em Cesareia de Filipe, ao sopé do monte Hermon, onde a atmosfera era límpida, sem a poluição, a contaminação e a tradição do judaísmo, foi revelado aos Seus discípulos que Jesus não era um mero profeta nem mesmo João Batista, mas o Cristo, o Filho do Deus vivo (v. 16). Ali também lhes foi revelado sobre a Sua igreja (v. 18), a relação dela com o reino dos céus (v. 19) e qual deve ser o viver da igreja (v. 24).
             Os ensinamentos dos fariseus em Jerusalém eram como fermento, por isso o Senhor Jesus disse aos Seus discípulos, antes de levá-los para Cesareia de Filipe: “Vede e acautelaivos do fermento dos fariseus e dos saduceus” (v. 6); explicando-lhes que se acautelassem não do fermento de pães, “mas da doutrina dos fariseus e dos saduceus” (v. 12). A função do fermento é deixar a massa mais macia, o que facilita na hora de comer o pão. Se a Palavra, como o pão da vida tem fermento, já não é um pão puro, asmo. Isso confirma que, para ter revelação do Senhor, precisamos livrar-nos das tradições, doutrinas de homens e práticas religiosas, pois elas são como fermento que leveda toda a massa.
             Devemos acautelar-nos desse tipo de ensinamento, dos conceitos religiosos e das tradições dos homens se queremos obter do Senhor e de Sua Palavra mais revelações. Se não formos renovados em nossa mente e purificados em nosso coração, é possível que até o que já recebemos ou aprendemos no passado se torne um véu que nos impede de ter novas revelações. Que o Senhor nos guarde disso!
  
Ponto - chave: Ser renovados na mente e purificados no coração para obter mais revelações.
Pergunta: Que itens da sua vida espiritual o Senhor tem mostrado a você que devem ser retirados para que você receba luz e vida na palavra?
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Semana 4 - Terça-feira
Leitura bíblica:
Mt 3:1-12
Ler com oração:
Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz (Rm 8:5-6).
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Colocar a mente no Espírito
 
         No capítulo 3 do Evangelho de Mateus lemos que João Batista, o precursor do Senhor Jesus, disse: “Arrependeivos, porque está próximo o reino dos céus. [...] Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento. [...] Eu vos batizo com água, para arrependimento” (vs. 2, 8, 11). Como já enfatizamos, a palavra arrependimento quer dizer mudança de parecer, mudança de mente, de modo de pensar. Para entender melhor esse aspecto de nossa vida espiritual e aplicá-lo ao nosso viver, precisamos saber o que é a mente.
         Em Romanos 8 temos uma boa explicação sobre ela, quando Paulo menciona que nosso ser tripartido − composto de espírito, alma e corpo −, é vivificado quando contatamos o Espírito de Deus: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. Se, porém, Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida, por causa da justiça” (vs. 9-10). Quando somos regenerados, crendo no Senhor Jesus, nosso espírito toca o Espírito de Cristo, que é o próprio Cristo, e recebe vida. O versículo 11 diz: “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita”. Uma vez que o Senhor, que é vida, habita em nosso espírito, até nosso corpo mortal recebe vida.
             Esses versículos de Romanos 8, porém, não mencionam a palavra alma; antes, falam da mente: “Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz” (vs. 5-6). A palavra “pendor” nesse trecho é “mente” no original grego, tanto que na Tradução Brasileira lê-se: “Os que são segundo a carne, põem a sua mente nas coisas da carne, mas os que são segundo o Espírito, põem a sua mente nas coisas do Espírito. A mente da carne é morte, mas a mente do Espírito é vida e paz”. A mente faz parte da alma, assim como a emoção e vontade. A mente é a parte líder de nossa alma, portanto a alma em Romanos 8 é representada pela mente. Desse modo todo o nosso ser – espírito, alma e corpo – ganham vida quando a mente é posta no Espírito.
            Quando João Batista falou em arrepender-se ou em arrependimento, ele estava falando de mudança de mente, a parte líder da alma. Era como se ele dissesse: “O reino já está próximo, não permaneçam em sua alma caída. Se continuarem vivendo segundo as inclinações de seus pensamentos, não receberão o que vem após mim para batizá-los com Espírito e com fogo. Por isso tenham uma mudança de mente, voltem o coração ao Senhor e recebam vida”.
           Em nossa experiência inicial de salvação, é exatamente isso que acontece: ouvimos o evangelho e nos arrependemos, isto é, voltamos nosso ser interior ao Senhor e cremos Nele e em Sua obra realizada por nós. Desse modo nos abrimos ao Senhor Jesus e Ele entra em nós regenerando-nos. Esse é o início de nossa maravilhosa salvação. Aleluia!
 
Ponto - chave: A mente no espírito é vida e paz.
 Pergunta: Como tem sido sua experiência de voltar a mente ao espírito e obter vida e paz?
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Semana 5 - Quarta-feira
Leitura bíblica:
1 Co 6:9-11; 1 Pe 1:18-19
Ler com oração:
Foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos (Rm 6:6). Quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano e vos renoveis no espírito do vosso entendimento (Ef 4:22-23)
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Testemunho encorajador
 
          Como vimos ontem, o arrependimento pregado por João Batista e depois pelo Senhor Jesus está ligado a negar a nós mesmos, a nossa maneira caída de pensar. Por isso outra maneira de entender Mateus 3:2 é: “Negai a vida da alma porque está próximo o reino dos céus”. Isso nos mostra que hoje vivemos na época de negar a nós mesmos.
           Em recente conferência na Estância Árvore da Vida uma pastora luterana da Alemanha comentou consigo mesma durante a reunião: “O irmão está falando novamente em negar a vida da alma? Todo dia ele fala disso. Já falou, agora vai repetir?!”. Nessa mesma mensagem eu havia falado: “Muita gente se pergunta por que ainda falo em negar a vida da alma. É porque o Espírito Santo sabe que você ainda não a negou o suficiente”. Isso não foi falado diretamente para ela, mas de qualquer maneira essa palavra ajudou-a a orar sobre isso naquela noite. No dia seguinte, após a mensagem, ela deu testemunho de que, quando orou para o Senhor, o Espírito Santo lhe confirmou que ela ainda não negara a vida da alma o suficiente. Essa pastora ficou profundamente impressionada com isso e se arrependeu de seu pensamento anterior sobre esse assunto.
          Depois da conferência, ela foi visitar várias localidades e alguns CEAPEs – Centro de Aperfeiçoamento para Propagação do Evangelho. Um deles é composto de exmoradores de rua e também pessoas que tiveram problemas com dependência química. Ali eles são acolhidos, aprendem a invocar o nome do Senhor, a orar, e assim começam a ganhar mais da vida de Deus. O grande problema em situações como essa é que, geralmente, essas pessoas recebem o cuidado de órgãos assistenciais, mas, depois de reabilitados, nem sempre conseguem encaixar-se novamente na sociedade. Porém, por meio do CEAPE, esses irmãos estão sendo aperfeiçoados a se tornar colportores; desse modo, eles têm uma profissão digna para seu sustento, fazendo a obra de Deus. Quando essa pastora luterana ouviu o testemunho de cada ceapista, ficou muito impactada. Ela disse com lágrimas nos olhos: “Vou voltar para a Alemanha e falar com o governo. O governo alemão fracassou em tentar restaurar pessoas com esse tipo de problema. Eles gastaram muito dinheiro tentando recuperá-las, mas não conseguiram, e aqui vocês conseguem. Além disso, uma vez libertados das drogas, elas têm um bom trabalho, o trabalho mais elevado, pois são como apóstolos e sumos sacerdotes, conduzindo as pessoas a Deus por meio dos livros”.
          Somente a vida divina é capaz de nos transformar. Não apenas mudamos exteriormente em aparência e comportamento, mas o que ocorre é uma transformação interior. O Senhor entra em nosso espírito começa a trabalhar em nossa alma a fim de transformá-la. Para isso, precisamos permitir-Lhe que faça isso, precisamos dar-Lhe espaço. Fazemos isso negando a nós mesmos, tomando a cruz e perdendo a vida da alma. Isso é abrir mão de nossos conceitos, opiniões e vontades e permitir que a vida divina cresça em nós. Que todos nós tenhamos a contínua experiência de negar a vida da alma!
 
Ponto - chave:  Transformação de dentro para fora.
Pergunta: De que maneira e por meio de que o Senhor muda uma pessoa?
 
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Semana 5 - Quinta-feira
Leitura bíblica:
Mt 3:11-12; 13:22; 1 Pe 1:6-7; 3:12-13
Ler com oração:
O crisol prova a prata, e o forno, o ouro; mas aos corações prova o Senhor (Pr 17:3).
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Batizados com Espírito e com fogo
 
           Ao anunciar o Senhor Jesus, João Batista disse: “Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mt 3:10). Segundo uma corrente de interpretação, o termo “fogo” nesse versículo, de acordo com o contexto, é o fogo inextinguível, mencionado no versículo 12, o lago de fogo (Ap 20:10). De acordo com essa interpretação, o fogo e o Espírito Santo estariam separados, ou seja, quem recebe o Senhor Jesus é batizado com o Espírito Santo; quem não O recebe, é batizado com fogo. Porém cremos que, se fosse assim, a conjunção seria “ou”, e não “e”: “Ele vos batizará com o Espírito Santo ou com fogo”. Contudo não foi isso que o Senhor falou, e sim: “Com o Espírito Santo e com fogo”.
           Aplicando esse versículo segundo nossa experiência, podemos dizer que o Senhor batiza os crentes com o Espírito Santo quando creem Nele e os submete a umtratamento de fogo para purificá-los, como o fogo purificao ouro (1 Pe 1:6-7).
          Pedro provou bastante desse fogo purificador do Espírito e foi muito transformado. O Pedro dos evangelhos é bem diferente do Pedro de Atos e do Pedro que escreveu as duas cartas. Nos evangelhos encontramos um Pedro com a vida da alma muito forte, a qual foi exposta pelo Senhor não apenas uma ou duas vezes, mas em muitas ocasiões. Toda vez que o Senhor lhe desmascarava a vida da alma, causava um sofrimento para ele. Embora ele se submetesse a esse tratamento naquele momento, pouco depois suas opiniões e seu ser natural se manifestavam novamente.
          Por fim, depois de várias provações, ele já não era um Pedro natural, mas um Pedro transformado. Por isso ele pode dizer: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando” (1 Pe 4:12-13).
          O Espírito Santo e o fogo não estão separados, mas juntos. Onde há Espírito Santo há fogo. Vamos tomar como exemplo uma reunião da igreja: quando nos reunimos e cantamos, oramos, compartilhamos no Espírito, acaso sentimos gelo dentro de nós? Não; antes, o sentimento é de fogo, de calor, de fervor no espírito! Por isso alguns até saltam e pulam! As labaredas espirituais é que os fazem pular! No Espírito há fogo, e devemos aproveitar quando estamos no Espírito para queimar a vida da alma.
         Em Mateus13, temos a parábola do semeador: a semente caiu em quatro tipos de solo. A terceira situação é a da semente plantada entre os espinhos, que representam as preocupações da vida e a fascinação das riquezas. Como o espinheiro é um mato, se apenas o cortamos, ele brota de novo! Isso está relacionado com eliminar a vida da alma por meio do sofrimento. A melhor maneira é queimar o mato, queimar os espinhos. Isso indica que não podemos apenas “cortar” a vida da alma; é preciso queimá-la com o fogo do Espírito Santo!
 
Ponto - chave: Estar no Espírito para eliminar a vida da alma.
Pergunta: Qual a diferença entre Pedro encontrado nos evangelhos, o que  está em Atos e o que escreveu as epístolas? O que o fez mudar?
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Semana 5 - Sexta-feira
Leitura bíblica: Gn 2:10-12; 1 Pe 4:7; Ap 21:18-21
Ler com oração:
A estrutura da muralha é de jaspe; também a cidade é de ouro puro, semelhante a vidro límpido (Ap 21:18).
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O resultado da obra purificadora da nossa fé
 
            Pedro falou que, assim como o ouro precisa ser refinado pelo fogo, o valor da nossa fé também é provado para que desfrutemos louvor, glória e honra quando o Senhor se revelar (1 Pe 1:7). O minério de ouro, em geral, não é encontrado em sua forma pura; ele é escavado ou garimpado nos rios onde sempre há impurezas. Para purificá-lo, é preciso lançá-lo num cadinho, uma espécie de vaso que resiste a temperaturas muito altas. Coloca-se o minério no cadinho e ele derrete. Como o ouro tem o peso específico muito alto, ele vai para o fundo, e as impurezas vêm para a superfície. Assim as impurezas podem ser retiradas.
           Pedro encontrou o segredo para ter a vida da alma purificada: Espírito Santo e fogo. Talvez ele tenha pensado: “Sofro tanto por causa de minha vida da alma. Quando sofro, eu a nego; quando o sofrimento acaba, ela volta. Porém há um fogo em meu espírito! Por que então não jogar a minha vida da alma no fogo?”. Pedro viu que precisamos passar pelo fogo a fim de queimar a vida da alma. Não é como o espinho que depois de cortado, nasce novamente porque sua raiz está debaixo da terra; antes, deve ser arrancado e atirado no fogo.
          O ouro físico é precioso, porém perecível! O valor de nossa fé, todavia, uma vez provado, é mais precioso do que o ouro terrenal; é como o ouro da nova Jerusalém que, de tão puro, é como vidro transparente (Ap 21:21). É esse ouro puro, transparente, que permite o resplandecer da luz da glória de Deus para as nações ao redor da cidade santa! Esse é o resultado do trabalhar do Senhor em nós.
         O trabalhar e o purificar do Senhor é também o Seu julgar. Em sua primeira epístola, Pedro diz: “Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?” (1 Pe 4:17). Embora saibamos que haverá um juízo no tribunal de Cristo por ocasião de Sua segunda vinda, hoje o Senhor nos julga para que desde já sejamos aprovados quando Ele voltar. Desse modo, quando Ele vier, não seremos julgados pelos pecados cometidos, uma vez que hoje podemos nos arrepender e pedir que Seu sangue nos purifique de todo pecado (1 Jo 1:7). Quando o Senhor voltar, em Seu Tribunal, em Sua parousía, Ele vai avaliar principalmente pelo quanto nossa vida da alma foi negada e pelo quanto da vida divina teremos em nós.
        
            A nova Jerusalém é constituída de três itens principais: ouro, pérolas e pedras preciosas. Esses mesmos itens são encontrados no rio que sai do Éden e se divide em quatro braços. O primeiro braço, o rio Pisom, rodeava a terra de Havilá, onde havia ouro. Logo em seguida, a Bíblia revela que o ouro dessa terra é bom (Gn 2:10-12), o qual deve ser o ouro transparente da nova Jerusalém. Em Gênesis esse material precioso estava no rio, que simboliza o Espírito. Isso significa que, pelo fluir do Espírito em nós, Deus trabalha transformando-nos em material precioso para a edificação da nova Jerusalém. Permanecendo no fluir desse rio, chegaremos a esse destino transformados, e o propósito eterno de Deus será cumprido. Aleluia!
 
 
Ponto - chave:  Ourotransparente e límpido.
Pergunta: Qual a diferença entre o matrerial precioso encontrado em Gênesis 2 e o encontrado em Apocalise 21-22?
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Semana 5 - Sábado
Leitura bíblica:
Jo 3:3, 5, 7; Rm 8:17; Gl 4:1; 1 Pe 1:3-5
Ler com oração:
Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros (1 Pe 1:3-4).
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O novo nascimento e a herança
           Em João 3:3, o Senhor Jesus diz a Nicodemos: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. Depois, no versículo 5, Ele diz que “quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus”. Assim vemos que o ser humano tem a necessidade de nascer de novo a fim de entrar no reino de Deus (v. 7).
             Pedro experimentou esse novo nascimento, por isso pôde escrever em sua primeira epístola: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1:3). Foi segundo Sua muita misericórdia que Deus Pai nos regenerou, ou seja, nos fez nascer de novo. Por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, a vida de Deus se tornou disponível a todo o que crê no nome do Filho de Deus e em Sua Palavra. O objetivo de sermos regenerados é ganharmos a herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para nós (v. 4). Essa herança se refere a reinarmos com o Senhor no mundo que há de vir. O desejo de Deus é que Seus filhos tomem posse dessa herança e desfrutem da salvação preparada para eles nos últimos tempos (v. 5). Assim vemos que um dos primeiros a falar sobre o novo nascimento foi Pedro.
              Essa herança e salvação estão relacionadas ao reino. Baseado nessa revelação, João falou que é necessário nascer de novo: “Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3:3). Ele também escreveu: “Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (v. 5).
               Mas que é nascer de novo? É Deus nos regenerar, nos dar uma nova vida, para uma viva esperança. Isso é o mesmo que ter esperança na vida! Hoje nós temos a vida de Deus em nosso espírito, contudo também temos a vida da alma, isto é, nossa vida natural herdada de Adão impedindo que a vontade de Deus seja cumprida. A vida humana caída é chamada de nosso velho homem (Rm 6:6; Ef 4:22; Cl 3:9), ou homem natural (ou anímico, da alma – 1 Co 2:14 – lit.). Por isso o Senhor diz que, se queremos segui-Lo, devemos tomar a cruz, negar a nós mesmos e perder a vida da alma (Mt 16:24-25). Quando negamos a vida da alma, damos oportunidade para que a vida divina em nosso espírito se expanda e sature nossa alma. Assim atingiremos a maturidade. O resultado desse amadurecimento é receber uma herança.
                Os vencedores receberão essa herança na manifestação do reino dos céus, no milênio, no mundo que há de vir. Essa herança será entregue ao homem, mas não a qualquer homem, e sim aos que nasceram de novo, ganharam a vida de Deus e amadureceram nessa vida. Em outras palavras, quem não for regenerado, não nascer de novo, não poderá nem ver o reino de Deus, muito menos entrar nele. A regeneração é apenas o começo; todos que almejam essa herança devem deixar a vida divina crescer em seu interior para se tornarem filhos maduros. Louvado seja o Senhor!
Ponto - chave:  Nascer, crescer, amadurecer e obter a herança.
Pergunta: Qual é o objetivo do novo nascimento?
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Semana 5 - Domingo
Leitura bíblica:
Hb 2:5-9; 1 Pe 1:6-7; 4:12-19
Ler com oração:
Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação (2 Co 4:17)
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A breve provação do presente e o governo do mundo que há de vir
 
          Diante da revelação que temos recebido de que o Senhor irá entregar o mundo que há de vir para os Seus filhos, alguns podem pensar como o salmista: “Que é o homem, que dele te lembres? Ou o filho do homem, que o visites?” (Sl 8:4). De fato, o homem natural ou velho homem de hoje nunca será coroado de glória e de honra. Entretanto, pelo trabalhar do Senhor nesse homem, uma vez regenerado, um dia ele será transformado e coroado de honra e de glória, assim como o Senhor Jesus o foi (Hb 2:9).
          Hoje estamos no processo de queimar todas as impurezas da alma, crescer e amadurecer na vida divina a fim de tomar posse de uma herança incorruptível que será revelada no último tempo. Pelo fato de termos essa herança preparada para nós, Pedro disse para exultarmos (1 Pe 1:6). Exultar é ter uma alegria tremenda: “Embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo”.
          Embora tenhamos grande alegria pelo fato de que temos uma herança incorruptível da qual vamos tomar posse, hoje passamos por várias provações que tem como objetivo provar a nossa fé. Desse modo, o valor da nossa fé é confirmado. Assim como o ouro físico, perecível, é apurado por fogo, igualmente nós somos provados. Não devemos esmorecer, pois ao passar por essas provações o Senhor nos dá vida suficiente para resistir a “altas temperaturas”. Além disso, precisamos sempre lembrar que essas provações são por breve tempo e que a herança que receberemos é incorruptível e imarcescível, isto é, não murcha, não perde o viço nem o frescor. Aleluia!
          Segundo a experiência descrita por Pedro, ao sermos contristados por várias provações e apurados pelo fogo, podemos ser transformados. Ao passar por várias provações, devemos invocar: “Ó Senhor Jesus!”, e nos voltar ao nosso espírito, onde está o Espírito do Senhor, a fim de queimar as impurezas da alma. Assim, quando Cristo se manifestar, vamos receber louvor, glória e honra. Não seremos mais pessoas comuns, naturais; antes, estaremos qualificados para governar o mundo que há de vir.
 
Ponto - chave: A breve momentânea tribulação é para nos preparar para governar o mundo que há de vir (Hb 2:5-8).
Pergunta: Como pode o ser humano caído e menor do que os anjos vir a governar o mundo que há de vir?

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Semana 2 – Segunda-Feira
 
Leitura bíblica: Ap 1:4, 11, 20; 2:7a, 11a, 17a, 29; 3:13, 22
Ler com oração:
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça (Mt 13:9).Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas (Ap 3:6). 
 
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TER OUVIDOS PARA OUVIR O QUE
O ESPÍRITO DIZ ÀS IGREJAS
 
Nesta semana veremos a relação das sete igrejas de Apocalipse 2 e 3 com as sete parábolas de Mateus 13. As sete igrejas citadas em Apocalipse estavam situadas em sete cidades na Ásia Menor, área onde Paulo realizou sua obra (Ap 1:4, 11). Não havia apenas sete igrejas naquela região; havia outras igrejas ali, como a igreja em Colossos (Cl 4:15-16), mas essas sete foram usadas para prefigurar profeticamente a história da igreja bem como a sua condição espiritual.
Há um significado profético no nome das cidades da Ásia onde estavam as sete igrejas. A primeira é a igreja em Éfeso. O nome Éfeso significa desejável. A segunda é a igreja em Esmirna, cujo nome significa mirra, uma planta de gosto amargo, portanto relacionado a sofrimento. A terceira é a igreja em Pérgamo, cujo nome significa torre alta e também casamento; isso indicava seu casamento com o mundo e sua condição anormal de crescimento. Depois temos a quarta igreja em Tiatira, que significa sacrifício incessante e que se refere à mistura introduzida na igreja de ensinamentos pagãos a partir do quarto século. A quinta é a igreja em Sardes, cujo nome significa restauração, prefigurando uma nova condição da igreja no período pós-reforma; embora tivesse o nome de restauração, ela não fez a obra completa que lhe fora confiada. A sexta é a igreja em Filadélfia, cujo nome significa amor fraternal. E a sétima é a igreja em Laodiceia, cujo nome quer dizer julgamento ou direito do povo.
Nas cartas a essas sete igrejas, vemos o amor e o cuidado do Senhor por meio do que Ele tinha a dizer a cada uma delas naquela época, bem como o aspecto profético, que mostra toda a história da igreja. Veremos a relação dessas igrejas com as parábolas de Mateus 13 a partir da leitura de amanhã. Por isso “quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 2:7a, 11a, 17a, 29; 3:6, 13, 22).
 
Ponto-chave: O amor e o cuidado do Senhor por Suas igrejas.
Pergunta: Qual é o significado do nome das cidades onde estavam as sete igrejas?
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Semana 2 – Terça-Feira
 
Leitura bíblica: At 20:18-31; Ef 3:1-12; 1 Tm 1:1-5
Ler com oração:
Por esta razão, pois, te admoesto que reavives o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos. Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação (2 Tm 1:6-7). 
  
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A PARÁBOLA DO SEMEADOR E A IGREJA EM ÉFESO
 
A parábola do semeador se relaciona com a primeira das igrejas de Apocalipse, a igreja em Éfeso, que simboliza a igreja na época dos apóstolos. A igreja em Éfeso recebeu bastante cuidado do apóstolo Paulo (At 19:8-10; 20:18-31). Ela deveria estar numa condição desejável, como o próprio nome significa. Mas, na época de Paulo, não estava numa condição tão boa.
Quando foi aprisionado pelos judeus e enviado a Roma, Paulo escreveu quatro epístolas: Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemom. Embora, pessoalmente, não pudesse estar lá para ajudar na edificação da igreja, esperava que os efésios tomassem suas palavras e assim edificassem a igreja em Éfeso. O objetivo da epístola era que a igreja pudesse lê-la e praticá-la. A carta aos efésios continha as revelações elevadas sobre a economia neotestamentária de Deus, isto é, sobre a Fé objetiva ser trabalhada em nossa fé subjetiva (cf. Ef 3:2-4, 8-9)¹.
Após ser solto de seu primeiro aprisionamento, Paulo visitou novamente as igrejas da Ásia e passou por Éfeso, porém não pôde permanecer no meio deles por tanto tempo como anteriormente. Assim quando partiu deixou ali seu jovem cooperador Timóteo, a quem mais tarde enviou uma epístola na qual pediu a ele para que admoestasse certos irmãos que não ensinassem coisas diferentes da economia de Deus (1 Tm 1:3-4)². Porém, a situação em Éfeso era tão negativa e subjugadora que até mesmo Timóteo ficou desencorajado. Paulo, então, lhe escreveu uma segunda carta para animá-lo.
A igreja em Éfeso naquela condição não era desejável. Nisso vemos a relação entre a primeira parábola e a igreja em Éfeso. O coração dos santos ali talvez estivesse como os três primeiros tipos de solo na parábola do semeador, de modo que a Palavra não pôde frutificar. Timóteo, mesmo exortando-os a não ensinar diferentemente, não conseguiu fazê-los permanecer firmes na economia divina. Podemos dizer que os irmãos de Éfeso usaram a mente para estudar e analisar os ensinamentos de Paulo, porém não o espírito para absorvê-los. Por fim, apenas os consideravam como doutrina. Essa nunca foi a intenção do apóstolo Paulo.
Hoje há muitos cristãos que também tomam a Palavra de Deus como doutrina e até mesmo se orgulham em ter maior conhecimento bíblico que os demais. Esse tipo de atitude não produz crescimento espiritual, e sim o fortalecimento da soberba, da vida da alma.
A situação negativa da igreja em Éfeso e o desencorajamento de Timóteo diante dessa situação motivaram o apóstolo Paulo a lhe escrever uma segunda epístola, exortando-o a reavivar, ou reacender, o dom que havia nele (2 Tm 1:6). Igualmente, nós devemos exercitar nosso espírito ao ler a Palavra e aplicá-la à nossa experiência, a fim de que se torne nossa realidade. Desse modo, assim como a semente que caiu em boa terra, a palavra do reino poderá germinar, crescer e dar fruto a cem, a sessenta e a trinta por um.
 
Ponto-chave: Absorver a palavra do reino espírito e aplicá-la à nossa experiência.
Pergunta: De que modo a parábola do semeador está relacionada com a igreja em Éfeso?
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Semana 2 – Quarta-Feira
 
Leitura bíblica: Mt 13:24-30, 36-43
Ler com oração:
Não temas as coisas que tens de sofrer. [...] Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida (Ap 2:11). Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós (Rm 8:18).
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A PARÁBOLA DO JOIO E A IGREJA EM ESMIRNA
 
A segunda carta de Apocalipse 2:3 foi escrita à igreja em Esmirna. A palavra Esmirna quer dizer mirra, resina amarga usada para embalsamar. Isso indica que a igreja iria passar por sofrimento.
De acordo com a história, muitos cristãos foram martirizados sob a perseguição do império romano nesse período. Mas a igreja invocava o nome do Senhor, e, assim, os irmãos permaneciam firmes. Durante o período prefigurado pela igreja em Esmirna, houve dez grandes perseguições (Ap 2:10), porém, mesmo em meio à tanta tribulação, o número de cristãos aumentou. Certamente a palavra do Senhor e o Seu nome os encorajaram a ser fiéis até a morte, assim como foi Antipas, a fiel testemunha do Senhor (vs. 11, 13b).
Essa carta se relaciona à segunda parábola, a do joio, em Mateus 13. O fato de haver joio plantado no mesmo campo que o trigo traz sofrimento para o trigo. O joio não foi semeado pelo senhor da terra, mas pelo inimigo (vs. 24-25).Uma vez que a semente do joio e a semente do trigo foram semeadas no mesmo terreno, as raízes se entrelaçam debaixo do solo. Se o joio fosse arrancado, poderia também arrancar-se o trigo. Por isso o senhor disse a seus servos: “Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro” (v. 30).
Quando o trigo amadurece, por causa de seus muitos grãos, a espiga se encurva, porque está cheia de vida. Quanto mais vida há, mais se encurva. O joio, porém, não é assim; fica ereto. Então o motivo de deixar crescer trigo e joio juntos é que aqueles que têm vida, quanto mais crescem, mais frutos dão e mais humildes se tornam. Contudo os que são como joio, quanto mais crescem, mais orgulhosos se tornam.
Segundo a explicação do Senhor nos versículos 37-43, quando Ele vier com Seus anjos na consumação do século, todos seremos julgados em Seu tribunal. Os que têm a vida de Deus, representados pelo trigo, poderão adentrar o reino milenar (v. 43). Todavia todos os escândalos e os que praticam a iniquidade serão ajuntados e lançados na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes (vs. 41-42). O joio, que simboliza os filhos do maligno, será atado em feixes e jogado para ser queimado na fornalha acesa.
Embora o joio represente os incrédulos, para fim de aplicação à nossa experiência, podemos dizer que também se refere a cristãos que, por viver na vida da alma, são usados pelo maligno como obstáculos para o crescimento espiritual dos crentes sequiosos e que amam o Senhor. Nesse sentido, a fornalha acesa também pode se referir às trevas exteriores, nas quais os cristãos anímicos serão lançados para amadurecer no milênio (25:30). Esse processo para acelerar o amadurecimento dos filhos de Deus imaturos é o mesmo que certas frutas sofrem numa estufa por terem sido colhidas ainda verdes. O objetivo não é destruí-las, mas amadurecê-las.
Todos nós necessitamos de crescimento, amadurecimento. Por isso precisamos aproveitar todas as oportunidades que surgem na vida normal da igreja para crescer. Muitas vezes, passamos por perseguições e calúnias de pessoas que desejam nos destruir. Mas nessas situações de oposição e sofrimento, devemos buscar crescer mais e nos tornar filhos maduros. Por fim, os que amadurecerem serão justos e “resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai” (13:43).
 
Ponto-chave: Crescer a despeito das dificuldades. 
Pergunta: Que pode nos fortalecer em meio as tribulações e sofrimentos?
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Semana 2 – Quinta-Feira
 
Leitura bíblica: Gn 1:11-12; Mt 13:31-32
Ler com oração: Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus(Mt 4:4).
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A PARÁBOLA DO GRÃO DE MOSTARDA E A IGREJA EM PÉRGAMO
 
A terceira parábola é a do grão de mostarda que, embora sendo uma hortaliça, cresceu a ponto de se tornar uma árvore em que até as aves se aninham (Mt 13:31-32). A mostarda é uma hortaliça que serve de alimento às pessoas e deve permanecer como tal. Esse crescimento é contrário ao princípio divino estabelecido em Gênesis 1 de que cada planta daria fruto segundo sua espécie (vs. 11-12). Portanto uma hortaliça crescer a ponto de se tornar árvore é um crescimento anormal.
Alguns interpretam erroneamente esse crescimento anormal e pensam que descreve o aumento de uma igreja em número, como se fosse algo positivo. Porém temos de nos lembrar de que “as aves do céu vêm aninhar-se nos seus ramos” (Mt 13:32). Segundo a própria interpretação do Senhor na parábola do semeador, as aves representam o maligno (vs. 4, 19). Portanto essa figura se refere ao crescimento anormal em número, ocorrido quando o cristianismo tornou-se a religião oficial adotada pelo império romano.
Essa parábola se relaciona à terceira igreja: Pérgamo. A palavra Pérgamo tem dois significados: um é torre alta, lugar elevado, outro é casamento. Isso estava relacionado ao fato de que naquele momento os cristãos obteriam na sociedade uma posição mais elevada e forte com o casamento entre a igreja e a política. Nos dias prefigurados pela igreja em Pérgamo, o inimigo de Deus deixou de usar o império romano para perseguir a igreja, pois a perseguição só ajudara a produzir um aumento no número de cristãos. Satanás mudou sua tática: a igreja que antes era perseguida, passou a ser exaltada.
Na época em que o imperador Constantino supostamente se converteu ao cristianismo, os cidadãos eram incentivados a se converter também, recebendo por isso benefícios materiais e isenção de impostos. Assim, por conveniência, muitos se tornaram cristãos, não por invocar o nome do Senhor, mas para obter benefícios. Isso levou a igreja a uma condição anormal. Com o passar do tempo, o número de cristãos nominais aumentou, e a autoridade eclesiástica passou a ser mais forte que a do império romano. Que o Senhor nos livre desse tipo de engano e nos mantenha sempre no caminho da vida!
 
Ponto-chave: Permanecer no caminho da vida. 
Pergunta: Qual a mudança de tática do inimigo de Deus, uma vez que a perseguição contra a igreja por parte do império romano não surtiu o efeito que ele desejava?
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Semana 2 – Sexta-Feira
 
Leitura bíblica: Mt 4:4; 13:33; Ap 2:18-29
Ler com oração:
Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo (Cl 2:8).Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes (1 Tm 4:16) .
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A PARÁBOLA DO FERMENTO E A IGREJA
EM TIATIRA
 
A quarta igreja de Apocalipse 2-3, a igreja em Tiatira (vs. 18-29), corresponde à parábola da mulher que colocou fermento nas três medidas de farinha: “Disse-lhes outra parábola: O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado” (Mt 13:33). A função do fermento é fazer a massa crescer e deixar o pão macio para ser ingerido. Um pão sem fermento, isto é, asmo, é mais difícil de ingerir.
As três medidas de farinha se referem ao Deus Triúno como suprimento de vida, segundo a pura palavra de Deus (cf. Gn 18:6; Lv 5:11). O fermento está relacionado aos ensinamentos e doutrinas errôneos (Mt 16:12; Gl 5:9) ou a pecados (1 Co 5:8). A mulher aqui se refere a Jezabel, e o fermento que levedou toda a massa são seus ensinamentos que induziram os servos de Deus a praticar a prostituição e a comer coisas sacrificadas aos ídolos (Ap 2:20; 1 Rs 16:31; 18:4; 21:25; 2 Rs 9:22).
Quando o fermento entrou, isto é, quando muitas doutrinas pagãs e até demoníacas foram introduzidas na igreja, especialmente na idade média, trouxe anormalidade. Esses ensinamentos fizeram com que a igreja crescesse e se expandisse rapidamente, pois as várias doutrinas e práticas pagãs tornaram a Palavra mais agradável aos povos, que assim não precisavam deixar suas práticas pagãs ao se converterem ao cristianismo. Além disso, foi introduzido o ensinamento sobre adorar Maria, e sutilmente o nome do Senhor Jesus foi deixado de lado, parou de ser invocado.
O pão que nós comemos tem de ser asmo, sem fermento, isto é, a palavra que falamos deve ser pura, sem mistura. Não devemos inserir filosofias, conceitos ou tradições de homens para deixar a Palavra mais agradável aos ouvidos das pessoas. Embora muitas vezes a palavra pura do Senhor seja de difícil assimilação, ainda assim devemos tomá-la no espírito, com oração, pois ela é alimento para nós e por ela devemos viver (cf. Mt 4:4).
 
Ponto-chave: Tomar a pura palavra de Deus no espírito, com oração, sem fermento.
Pergunta: Quais foram os “fermentos” introduzidos na igreja em Tiatia?
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Semana 2 – Sábado
 
Leitura bíblica: Mt 13:44-46; Ap 3:1-13
Ler com oração:
Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra. Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa (Ap 3:10-11).
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A PARÁBOLA DO TESOURO E A IGREJA EM SARDES, E A PARÁBOLA DA PÉROLA E A IGREJA EM FILADÉLFIA
 
Veremos hoje sobre a quinta igreja, a igreja em Sardes (Ap 3:1-6), cujo nome significa restauração. Ela prefigura o período da igreja a partir da reforma iniciada por Martinho Lutero, por volta do ano 1500. Com a reforma, a Bíblia, que antes era proibida às pessoas comuns e somente podia ser lida pelo clero em latim, foi traduzida para várias línguas e tornou-se acessível para todos. A invenção da imprensa contribuiu muito para a divulgação da Palavra de Deus.
Esse movimento abriu portas para diferentes interpretações da Bíblia e o surgimento de grupos cristãos baseados nessas interpretações. Assim o Corpo de Cristo se fragmentou em inúmeras “igrejas”. Por isso, para a igreja em Sardes, o Senhor diz: “Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto. Sê vigilante e consolida o resto que estava para morrer, porque não tenho achado íntegras as tuas obras na presença do meu Deus. Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te” (vs. 1b-3a). “Ter nome de que vive, mas estar morto” indica que não tomaram a Palavra de Deus como vida, mas apenas como doutrina.
A quinta parábola, que é a do tesouro escondido no campo, pode ser associada à igreja em Sardes (Mt 13:44). Embora o homem tenha encontrado o tesouro e pago todo o preço para comprar o campo, o tesouro continuou escondido. Em outras palavras, embora a Bíblia tenha sido aberta e muitas verdades restauradas, deixaram escondido o mais importante e usaram as diferentes interpretações da Palavra para causar divisão no Corpo de Cristo. Que o Senhor nos guarde de apenas estudar e analisar a Bíblia e assim causar divisões; antes, tomemos a Palavra no espírito, com oração, a fim de praticá-la, para que se torne realidade em nosso viver.
A sexta igreja descrita em Apocalipse é a igreja em Filadélfia, cujo nome significa amor fraternal (Ap 3:7-13). Ela simboliza aqueles que nos dias atuais, embora tenham pouca força, guardam a palavra do Senhor e não negam Seu nome, isto é, O invocam e não tomam nenhum outro nome além do nome do Senhor. Como resultado desse viver, estão mais no espírito, e ganham mais da vida de Deus.
Quanto mais a vida de Deus cresce em nós, mais manifestamos a característica principal dessa vida: o amor. O resultado de guardar a Palavra e da prática de invocar o nome do Senhor é o amor fraternal, daí o nome Filadélfia. Essa é a verdadeira restauração!
A parábola em Mateus 13 que se relaciona à igreja em Filadélfia é a da pérola: “O reino dos céus é também semelhante a um que negocia e procura boas pérolas; e, tendo achado uma pérola de grande valor, vende tudo o que possui e a compra” (vs. 45-46). O que negocia é um especialista e sabe o valor da pérola que comprou. Aqui não diz que ele a escondeu, mas comprou-a para exibi-la. Hoje, quando saímos para pregar o evangelho em todos os lugares, utilizando os instrumentos que o Senhor nos deu, como os livros que revelam o evangelho do reino, estamos apresentando essa pérola de grande valor a todas as pessoas! Aleluia!
 
Ponto-chave: Não esconder a revelação que ganhamos, mas apresentá-la a todos.
Pergunta: Qual a diferença entre as parábolas do tesouro escondido e da pérola?
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Semana 2 – Domingo
 
Leitura bíblica: Mt 13:47-50; Ap 3:14-22
Ler com oração:
Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas. Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te (Ap 3:18-19).
 
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A PARÁBOLA DA REDE E A IGREJA EM LAODICEIA
 
Infelizmente, depois de Filadélfia, ainda há a igreja em Laodiceia, cuja condição revela os que se consideram ricos e abastados, porém não percebem que são miseráveis, pobres, cegos e nus (Ap 3:17). Esses são os que, por terem muito conhecimento da Palavra de Deus, julgam ter tudo e não precisam de mais nada; esse conhecimento faz deles pessoas orgulhosas e mornas no espírito (vs. 15-16).
A sétima parábola, relacionada a essa igreja, é a da rede em Mateus 13:47-50: “O reino dos céus é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. E, quando já está cheia, os pescadores arrastam-na para a praia e, assentados, escolhem os bons para os cestos e os ruins deitam fora. Assim será na consumação do século: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos, e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes”. A rede que foi lançada ao mar se enche e é trazida até a praia. Aparentemente há muito conteúdo nela, mas depois se descobre que nem tudo ali é peixe. Uma vez na praia, é preciso fazer a triagem. Os peixes vão para o cesto; os demais itens são deitados fora. Assim é todo aquele que é orgulhoso por seu conhecimento. Engana-se por pensar que tem muito, mas é pobre da presença do Senhor, cego em relação à vontade de Deus e nu em seu viver. Em uma igreja com tanta pompa, como Laodiceia, o Senhor só pode estar do lado de fora. Mesmo assim, o Senhor a chama ao arrependimento (Ap 3:19).
Espiritualmente, as condições das sete igrejas expõem a situação do povo de Deus em diferentes épocas e lugares. Historicamente, o período representado pelas três primeiras igrejas já passou. As quatro últimas igrejas permanecerão até a volta do Senhor: Tiatira prefigura os que introduziram a idolatria e ensinamentos pagãos; Sardes simboliza vários grupos que após a reforma só mantiveram a aparência e não completaram a obra de restauração; Filadélfia tipifica a restauração do viver adequado da igreja, um viver de amor fraternal; e Laodiceia representa os que se consideram ricos, por isso se tornaram orgulhosos e fechados.
Por misericórdia, o Senhor chama vencedores de todas as sete igrejas (2:7, 11, 17, 26; 3:5, 12, 21). Porém, se formos sábios, estaremos atentos a ouvir o que o Espírito diz às igrejas e buscaremos ter a realidade da igreja em Filadélfia – a única louvada por Deus –, sendo aqueles que invocam o nome do Senhor e desfrutam de Sua palavra (3:8). Se andarmos por esse caminho, não somente seremos poupados da tribulação que há de vir sobre o mundo inteiro, como também conservaremos a coroa, isto é, estaremos prontos para reinar com Cristo por mil anos no reino milenar (3:10-11; 20:6). Aleluia!
 
Ponto-chave: Guardar a palavra e invocar o nome do Senhor. 
Pergunta: Como podemos ser vencedores nesta era?